quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Melhor investimento de 2007: bolsa acumula o quinto ano de valorização

Caros leitores,
Segue abaixo a análise sobre investimentos, referente ao ano de 2007, da Corretora Solidez.

SÃO PAULO - O mercado acionário brasileiro emplacou seu quinto ano consecutivo de valorização e fechou 2007 como a melhor opção entre os investimentos tradicionais.Apurando a maior elevação anual desde 2003, o Ibovespa subiu 43,66%, terminando o período cotado a 63.886 pontos, após ter estabelecido 43 novos recordes de fechamento. Se descontada a variação de 7,75% do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), o ganho real foi de 33,32%.

Otimismo acabou prevalecendo. Basicamente, o ano foi positivo à renda variável em nível global. A manutenção de um bom ritmo de crescimento econômico mundial e a liquidez ainda favorável estimularam a busca pelos investimentos em ações.O Brasil, um dos destinos preferidos dos investidores estrangeiros, se inseriu neste contexto, beneficiando-se ainda de um ambiente macroeconômico doméstico favorável e da possibilidade de obtenção da classificação investment grade já em 2008.Em determinados momentos, a volatilidade proveniente da cena externa chegou a ameaçar a trajetória positiva da bolsa. No final de fevereiro, a queda de quase 9% do principal índice de ações da China espraiou pessimismo aos mercados e o Ibovespa despencou 6,63% em apenas um pregão.Dissipada a preocupação em torno da renda variável chinesa, o otimismo retornou às bolsas. Em meados de agosto, porém, um novo abalo, desta vez oriundo da deterioração das condições de crédito imobiliário de alto risco nos EUA.O segundo semestre, de uma forma geral, foi marcado pelos temores envolvendo o subprime. Para acalmar os ânimos, o Federal Reserve adotou uma política monetária mais restritiva, além de injetar recursos no sistema financeiro com certa freqüência, visando prover liquidez. A atuação da equipe comandada por Ben Bernanke ajudou a restabelecer maior normalidade nos mercados. Renda fixa: ganhos mais modestos. Embora tenha mostrado rentabilidade inferior à bolsa, o desempenho das aplicações de renda fixa foi satisfatório. Quem investiu em renda fixa também registrou ganho expressivo em termos reais, apesar dos sucessivos cortes implementados pelo Banco Central na taxa Selic.

Quem aplicou em CDBs pré-fixados de trinta dias obteve um ganho bruto médio de 11,91% no ano, o que corresponde a uma rentabilidade de 3,87% em termos reais. O CDI, por sua vez, rendeu 11,49% no ano em termos nominais, ou 3,47% quando descontada a inflação medida pelo IGP-M.Mesmo a tradicional caderneta de poupança apresentou rentabilidade positiva. Com ganho nominal de 7,77%, o retorno em termos reais foi de 0,02%. Apresentando-se como uma alternativa de investimento menos difundida no Brasil, mas tida como interessante em tempos de maior turbulência nos mercados internacionais, o ouro também mostrou-se favorável em 2007. A cotação da commodity na BM&F registrou alta de 11,26%, que corresponde a um ganho real de 3,26%. Dólar: quarto ano seguido de perdasJá o pior investimento ficou com o dólar, que emplacou a quinta perda consecutiva anual. Com novos saldos positivos da balança comercial e ingresso de recursos financeiros, a moeda norte-americana voltou a amargar perdas frente ao real, a despeito das intervenções do Banco Central. A cotação do dólar PTAX, calculada pelo Banco Central, a R$ 1,7705, registrou queda de 17,19% em 2007, que cresce para 23,15% quando analisada em termos reais.

Investimento

2007

Real*

2006

Real**

Ibovespa

+43,66%

+33,32%

+32,92%

+28,02%

CDI***

+11,49%

+3,47%

+14,86%

+10,62%

CDB ****

+11,92%

+3,87%

+15,23%

+10,98%

Poupança

+7,77%

+0,02%

+8,51%

+4,51%

Dólar Paralelo

-17,16%

-23,12%

-7,03%

-10,46%

Dólar Ptax

-17,19%

-23,15%

-8,66%

-12,03%

Ouro

+11,26%

+3,26%

+12,69%

+8,54%

IGP-M

+7,75%


+3,83%



* Deduzida a inflação pelo IGP-M, que ficou em 7,75% em 2007 ** Deduzida a inflação pelo IGP-M, que ficou em 3,83% em 2006 *** Taxa Efetiva Andima **** Taxa pré 30 dias

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Após tantas quedas..

A semana passada foi de alívio para a maioria dos investidores, devido à volta momentânea de resultados positivos aos papéis. Entretanto, a volatilidade continua e isso não significa dizer que saímos da zona de congestionamento ou das oscilações que estamos acompanhando desde o mês passado.

De qualquer forma, alguns aspectos estão se mostrando favoráveis. Mesmo com a crise instalada nos EUA, aparentemente os países emergentes, sobretudo, o Brasil estão sendo afetados, mas não profundamente como em outras épocas. Como diversos analistas já declararam, a economia do país vem se mostrando cada vez mais robusta e se descolando de terceiros. A indústria aumentando sua produtividade, setores como construção civil em forte aumento de demanda, os bancos aumentando os volumes de crédito, tanto para pessoa física quanto jurídica. A expectativa pelo “grau de investimento” que nos trará uma vitrine favorável aos investimentos internacionais. Enfim, dados positivos da economia que fazem os investidores externos e internos acreditar no país.

Mas, o momento é de muita calma. Analisar, planejar e especialmente montar suas estratégias de investimento são premissas fundamentais para este ano. Em minha opinião, os ventos soprarão melhor ao índice Bovespa no próximo semestre. Sendo assim, se você for um investidor do tipo conservador, pense em empresas sólidas, em setores que estão em alta e invista nas chamadas “Blue Chips”, empresas de primeira linha da Bovespa. Caso seja um investidor mais arrojado, aproveite a oscilação, a volatilidade do mercado. Foque nos setores da economia que estão promissores para este ano, como: construção civil, bancos, mineração e energia.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Comece pela letra A: para Soros e Buffett pesquisa própria é chave do sucesso

Por: Fernanda Senra
InfoMoney

SÃO PAULO - Estratégias, disciplina, recomendações e tudo o mais que possa ser determinante quando o objetivo é ter sucesso no mercado financeiro, geralmente, são objetos aos quais o investidor dispensa muito tempo e atenção, o que é natural.

Mas, de acordo com Mark Tier, no livro Investimentos: Os Segredos de George Soros e Warren Buffett, estes dois grandes mestres dos investimentos têm uma sugestão importante e que, muitas vezes, fica um pouco de lado: "comece pela letra A".

Comece pela letra A
A frase, especificamente, é de Warren Buffet e refere-se a sua estratégia de sempre procurar informações valiosas no lugar mais óbvio, porém, muitas vezes ignorado, a saber, os relatórios anuais das companhias. Segundo Buffet, se existem milhares de empresas com capital aberto, a solução é simples: comece pela letra A.

De fato, o que todos querem saber é como mestres como Soros e Buffet encontram as oportunidades que os fazem cada vez mais ricos. Ao contrário do que se possa ter em mente, na verdade, o mestre em investimentos faz isso por conta própria.

Mais do que isso, faz questão de pesquisar pessoalmente, dispensando boa parte das opiniões dos demais. De acordo com Tier, o mestre está continuamente em busca de oportunidades que correspondam aos seus critérios e envolve-se ativamente em sua própria pesquisa.

Ademais, fica propenso a ouvir apenas outros investidores ou analistas quando tem bons motivos para tanto. Buffet e Soros "vêem o mundo dos investimentos através dos filtros de seus critérios próprios. Não se importam com o que pensam os demais", afirma Tier. Em uma frase que caracteriza bem este conceito, Buffet disse: "nunca consigo ter boas idéias conversando com as pessoas".

Sorte não, pesquisa sempre
Por outro lado, o investidor malsucedido, segundo Tier, procura o "ovo de Colombo" que o fará ganhar muito e com pouco esforço. Assim, sempre segue a última tendência, ouve qualquer pessoa que pareça entender do assunto e raramente estuda com profundidade um investimento antes de comprar.

Para se ter uma idéia, Soros e Buffet vão tão fundo em suas pesquisas que fazem pesquisas de campo, falam com agentes do setor em que têm interesse, recorrem à mídia especializada e assim por diante. Com isso, assumem o controle do processo decisivo e podem, então, investir com convicção.

Finalmente, "compare isso ao processo de pesquisa do investidor comum", diz Tier. Geralmente, estes baseiam suas decisões em informações de segunda mão que recebem de fontes diversas e, apenas vez por outra se interessam em ler o relatório anual da companhia.

Além disso, há menos investidores ainda que saem em campo e, mesmo quando seguem uma estratégia de pesquisa rigorosa, negligenciam o que, para Tier, é um dos componentes mais cruciais dos grandes mestres, o acompanhamento cuidadoso dos investimentos já realizados em um processo tão rigoroso como o da estratégia de pesquisa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Entenda o Ibovespa, principal índice do mercado de ações

Caros leitores,
Matéria enviada por Ricardo Cortez, segundo a Folha Online:

O Ibovespa, principal índice do mercado de ações, expressa, na forma de "pontos", a evolução dos preços das 63 ações mais negociadas da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Ele corresponde a mais de 90% do volume financeiro diário.

A Bovespa atualiza os pontos do Ibovespa em tempo real a partir de uma equação, alimentada pelos negócios feitos momento a momento no pregão (período em que ocorre a compra e a venda de ações das empresas).

A composição dessa "carteira de ações" é atualizada a cada quatro meses, sendo que algumas ações têm mais "influência" no cálculo do Ibovespa do que outros. As ações da Petrobras, por exemplo, respondem por mais de 15% do índice (considerando ordinárias e preferenciais), enquanto a Acesita representa somente 0,21% do Ibovespa.

A Bolsa "cai" ou "sobe" quando a pontuação do Ibovespa fica abaixo ou acima da última pontuação registrada no horário de encerramento do pregão anterior.

A Bolsa fecha "em alta" de 1,51% quando tem uma pontuação final de 50.218 pontos em um dia, por exemplo, após ter registrado no pregão anterior 49.471 pontos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Valeu 2007..

Novo ano chegando.. e 2007 foi para os investidores no mercado de capitais, sobretudo, o de ações um ano, pra lá de, especial. A valorização dos papéis e ganho de dinheiro neste mercado foi melhor do que 2006 em relação a 2005 (+ 32,92%).
O índice Bovespa (IBOVESPA) superou todas as outras formas de investimentos e a notícia boa para futuro, segundo analistas do mercado, é que continuará em valorização no próximo ano. Sobretudo, se conquistar o tão esperado “Investiment Grade”, ou grau de investimento, no qual o Brasil passará a ser conhecido como uma economia estável e um lugar bom para investidores e novos investimentos com bons ganhos de rentabilidades.
O IBOVESPA fechou 2007 com valorização de 43,65% em relação a 2006.
POUPANÇA valorizou 7,70%.
CDB valorizou apenas 11,87%
CDI, +11,81%
OURO, +11,26%
DÓLAR, registrou desvalorização de 16,85% em frente ao Real.
Então, caros leitores, desejo a todos vocês um excelente e rentável ano de 2008!!

Boas estratégias de investimentos!!

Forte abraço,

Fábio Barbosa

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Novidades ao BLOG

Caros leitores,

Com o intuito de interagirmos mais e trocarmos experiências, sugestões e aprendizados, a partir deste momento estaremos contando com a participação especial de pessoas (alunos, professores e quem queira, de maneira fundamentada, contribuir com seus conhecimentos e experiências) escrevendo artigos relacionados ao foco deste BLOG.

Outra novidade no Blog é a inserção da seção LINKS - (INVESTIMENTOS E EMPREENDEDORISMO), isto é, trouxe alguns endereços importantes para pesquisas e informações mais detalhadas sobre os assuntos tratados neste espaço. Esta idéia surgiu a partir de sugestões dos próprios leitores, a fim de aprofundar alguns temas de interesse. Agradeço a todos pelo feedback que estou recebendo. Acredito que estamos no caminho correto para construirmos um espaço de aprendizado e troca de experiências.
Boa leitura!

Nova oferta de ações do Banco do Brasil

Caros leitores,

Neste artigo contamos com uma participação especial, Jorge Ricardo Cortez de Melo, aluno da Faculdade dos Guararapes. Nos encontramos na disciplina de Empreendedorismo, Ricardo como gosta de ser chamado trabalha no Banco do Brasil como gerente de contas de pessoa física e com larga experiência no mercado financeiro. Trouxe informações valiosas sobre a nova oferta de ações do Banco do Brasil. Apresentadas a seguir.

De 30 de novembro a 11 de dezembro, você, cliente BB, poderá investir numa instituição de quase 200 anos, com presença marcante no mercado financeiro e que há 100 anos é negociada em bolsa de valores.


A BNDES Participações S.A. – BNDESPAR e a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI estão ofertando, por meio de distribuição pública secundária, 87.217.391 ações ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3), representativas de 3,52% do capital total do Banco, com esforços de venda das Ações no Brasil e no exterior.

Do total da oferta, o montante de no mínimo 20% e no máximo 80% serão destinadas a investidores não institucionais, sendo que 10% desse montante se destinará, prioritariamente, a empregados.

É importante ressaltar que o montante da Oferta poderá ser acrescido de um lote suplementar de até 15% do total das ações inicialmente ofertadas para atender a um eventual excesso de demanda pela Oferta. A quantidade de ações poderá ainda ser aumentada em até 20% das ações inicialmente ofertadas, excluídas as ações suplementares, por decisão da companhia e dos acionistas vendedores.

Período de reserva:

De 30 de novembro a 11 de dezembro para investidores não vinculados
De 30 de novembro a 04 de dezembro para investidores vinculados


Modalidades de Investimento
:

Compra Direta à Vista, e;

Fundo de Ações BB.

Valor mínimo para aplicação:

R$ 200,00 (para Fundo de Ações - BB Ações Banco do Brasil), e;
R$ 1.000,00 (para Compra Direta à Vista).

Valor máximo para aplicação:

R$ 300.000,00 (para todas as modalidades)


Preço das Ações:

Será fixado após a conclusão do Procedimento de Bookbuilding, em consonância com o disposto no artigo 170, parágrafo 1º, inciso III, da Lei das Sociedades por Ações, e com o disposto no artigo 44 da Instrução CVM 400, tendo como parâmetro (i) a cotação das ações ordinárias de emissão do Banco do Brasil na BOVESPA e (ii) as indicações de interesse, em função da qualidade da demanda dos investidores (por volume e preço).

Débito da operação:

18 de dezembro de 2007

Rateio:
Na hipótese de a totalidade dos Pedidos de Reserva realizados por Investidores Não-Institucionais, superar a totalidade das Ações destinada à Oferta de Varejo, excluindo as Ações Suplementares e as Ações Adicionais, será realizado o rateio das Ações entre todos os Investidores Não-Institucionais que tiverem realizado Pedidos de Reserva, sendo que (i) até o limite de R$6.000,00, inclusive, o critério de rateio será a divisão igualitária e sucessiva das Ações entre todos os Investidores Não-Institucionais, limitada ao valor individual de cada um dos Pedidos de Reserva e à quantidade total de Ações; e (ii) uma vez atendido o rateio descrito no item (i) acima, as Ações destinadas à Oferta de Varejo remanescentes serão rateadas proporcionalmente ao valor de cada Pedido de Reserva entre todos os Investidores Não-Institucionais, desconsiderando-se as frações de Ações;

Início da negociação das ações:

17 de dezembro de 2007

Ordens:
O investidor pessoa física poderá determinar o preço que pretende pagar pelas ações somente para adesão na modalidade Compra Direta à vista. Caso o preço final da oferta seja maior que o preço estipulado pelo investidor, o pedido de reserva não será efetivado. Caso o preço determinado pelo investidor seja maior ou igual ao efetivado na oferta, o investidor terá suas ações adquiridas pelo preço menor.

(1) Administradores do Banco ou de suas subsidiárias, controladores ou administradores das instituições participantes da oferta, outras pessoas vinculadas à Oferta, inclusive representantes dos Vendedores; bem como os cônjuges, companheiros, ascendentes, descendentes e colaterais até o segundo grau das pessoas acima).

(2) Os funcionários do Banco do Brasil terão dois incentivos para a aquisição de ações do BB na Oferta: (i)Desconto de 10% no preço da ação para pedidos de reserva efetuados com recursos próprios e conversão de benefícios ou (ii)concessão de adiantamento de R$ 1mil a R$ 10 mil, limitado às verbas 820 ou 822 e à margem consignável de 30% constante das folhas de pagamento dos mesmos, com pagamento em 12x e sem juros, com desconto de 3,58% no preço final das ações. Em ambos os casos, o funcionário deverá cumprir um lock-up de 120 dias a partir da publicação do Anúncio de Início da Oferta, estimado para 14 de dezembro de 2007.

ESTE MATERIAL PUBLICITÁRIO É MERAMENTE INFORMATIVO. LEIA O PROSPECTO PRELIMINAR ANTES DE ACEITAR A OFERTA.

Para uma descrição mais detalhada do Banco do Brasil, da Oferta e dos riscos envolvidos no investimento nas Ações objeto da Oferta, leia o Prospecto Preliminar. A leitura desse material não substitui a leitura do Prospecto Preliminar.

Importante: O investimento em ações representa um investimento de risco, posto que é um investimento em renda variável e, assim, os investidores que pretendam investir nas Ações estão sujeitos a diversos riscos, inclusive aqueles relacionados à volatilidade do mercado de capitais. Ainda assim, não há nenhuma classe ou categoria de investidor que esteja proibida por lei de adquirir as Ações. Vide a seção "Fatores de Risco" do Prospecto Preliminar.